As PMEs são mais lentas na integração da Responsabilidade Social Corporativa (RSC) em suas estratégias. Estatisticamente, há muito mais grandes empresas com políticas de RSC definidas do que PMEs. Isso pode ocorrer porque as exigências para grandes empresas são maiores em algumas áreas, como a Lei de Informação Não Financeira e Diversidade de 29 de dezembro de 2018, que obriga empresas com mais de 500 funcionários a divulgar informações sobre questões intimamente relacionadas à RSC.

A integração da Responsabilidade Social Corporativa (RSC) é "voluntária", mas é verdade que existem cada vez mais regulamentações e iniciativas que "incentivam" as empresas a serem conscientes do seu impacto na sociedade, minimizando os impactos negativos e maximizando os positivos. E isso se aplica tanto a PMEs quanto a grandes corporações.

O benefício para as PMEs pode ser ainda maior do que para as grandes empresas em alguns aspectos, como a diferenciação, algo essencial num mercado saturado de produtos e serviços básicos. Muitos relatórios, como o Relatório Forética de 2018, "A Recompensa do Otimista", mostram que os cidadãos estão cada vez mais conscientes; ou seja, estão mais preocupados com as questões ambientais e sociais e, portanto, escolhem produtos ou serviços de empresas que consideram "responsáveis".

Essa diferenciação se reflete na reputação corporativa e, claro, traz um retorno significativo para a empresa. Uma Responsabilidade Social Corporativa (RSC) consistente e honesta pode ser a melhor e mais eficaz ferramenta de marketing — e enfatizo: consistente e honesta. Infelizmente, existem muitos exemplos de fracassos retumbantes em negócios que se vendem com base em uma RSC inexistente ou inconsistente.

As PMEs que incorporam a RSC (Responsabilidade Social Corporativa) em sua estratégia não apenas conseguem fidelizar clientes, fornecedores e funcionários, mas também atraem novos consumidores — aqueles consumidores conscientes que já mencionamos.

Em relação aos funcionários, relatórios recentes mostram que os millennials querem trabalhar para empresas responsáveis, comprometidas e transparentes. Eles buscam empresas que priorizem a inovação e a ética e que sejam corajosas ao demonstrar suas convicções e valores. Estudos mostram que os millennials valorizam mais as iniciativas de responsabilidade social em seu entorno imediato, na comunidade onde a empresa está localizada, e que essas iniciativas estejam alinhadas ao modelo de negócios da empresa — em outras palavras, sejam consistentes com seus valores.

Para as PMEs, atrair e reter talentos é tão importante, ou até mais, do que para as grandes corporações. Integrar a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) é a melhor maneira de aumentar o engajamento dos funcionários e promover um senso de pertencimento. Além disso, as PMEs podem impulsionar a mudança social treinando seus funcionários em responsabilidade social e incentivando-os a participar dos compromissos sociais e ambientais da empresa.

Em consonância com as ideias acima descritas, podemos afirmar que a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) é a melhor estratégia para melhorar a competitividade empresarial. Conforme estabelecido na Estratégia Espanhola de RSC (2014-2020), a RSC é um atributo de competitividade. Ela oferece benefícios claros para as PMEs em áreas como:

  • As vantagens para a internacionalização da empresa
  • Para participar em concursos públicos (Lei 9/2017, de 8 de novembro, sobre contratos do setor público)
  • Minimizar os riscos operacionais e de reputação
  • Ser percebido como mais transparente e, portanto, mais confiável.

Existem muitos motivos para ser uma PME responsável e sustentável, e poucos obstáculos. Vale a pena dedicar um tempo para refletir sobre o "propósito" da empresa e avaliar o quanto ela pode contribuir para a sociedade e o quanto pode receber dela.

Fonte: Visão Responsável